O CICLO DA VIDA

“Há tempo de nascer e tempo de morrer…” (Ec 3.2).

 A vida é um ciclo entre o nascer e o morrer. Alguns não chegam nem mesmo a nascer e outros não chegaram sequer a morrer. A morte precoce pode ter causas naturais e causas provocadas. Há abortos não provocados e abortos deliberadamente praticados. 

Quão trágico é privar o ser humano do primeiro e mais fundamental direito da vida, o direito à própria vida! Por isso, há mortes que interrompem a vida e impedem até mesmo o nascimento. Afortunadamente, há aqueles que passaram pela vida e não sentiram o gosto da morte. 

A Bíblia fala de Enoque e Elias que foram trasladados e também fala daqueles que estarão vivos quando Jesus voltar. Esses serão transformados e arrebatados para encontrar o Senhor Jesus nos ares.

Seja breve ou longa, curta ou comprida, a vida é uma dádiva de Deus e a morte uma sentença divina. A vida é sopro divino, a morte é despedida desse sopro. 

Soprando Deus, o barro recebeu vida e passou a ser alma vivente; retirando o sopro, o homem que foi feito do pó, é pó, volta ao pó. Vivo, o homem é pó levantado. Morto, é pó caído. 

Soprando o vento, o pó se levanta, e corre, e voa. Cessando o vento, o pó cai em casa, no hospital, na cidade ou no campo. O homem é, certamente, um ser frágil que faz a sua jornada breve ou longa entre pó e pó. A vida é um ciclo entre nascer e morrer.

Salomão resume essa verdade com a frase lapidar: “Há tempo de nascer e tempo de morrer”. Consideremos essa afirmação:

 Em primeiro lugar, há tempo de nascer. 

A vida é um presente, presente de Deus. Só ele pode dar a vida e só ele tem autoridade para tirar a vida. Por ser um dom divino, devemos receber a vida com gratidão, cuidar dela com devoção e empregá-la para adoração. 

O nascimento fala do começo, onde saímos do sagrado templo da vida, o ventre materno, para o enfrentamento das lutas e dores da caminhada.

Não é sem razão que nascemos com choro e não com sorriso nos lábios. Nascer é dar o primeiro pontapé na jornada da vida. 

É sair do aconchego do ventre materno para contemplar a luz, proferir as primeiras palavras, dar os primeiros passos e rumar para os novos e diversos desafios da caminhada. 

Nascer é depender dos pais para viver e sobreviver. O nascimento é a primeira semente do envelhecimento. Começamos a vida dependentes dos pais e terminamos a jornada dependentes dos filhos. 

Do começo ao fim do ciclo da vida passamos por diversas fases rumo à maturidade. Oh, que privilégio é nascer!

 Em segundo lugar, há tempo de morrer. Salomão diz, também, que há tempo de morrer. 

A morte entrou no mundo como o pagamento ou salário do pecado. A sentença divina depois da queda foi categórica: “Tu és pó, e ao pó tornarás”. Na morte, o homem que era pó levantado, agora é pó caído. A morte é descrita como o rei dos terrores e o último inimigo a ser vencido. 

Sempre traz em sua bagagem sofrimento, tanto para os que são ceifados por ela, como por aqueles que veem seus familiares e amigos sendo levados por ela. 

Muito embora a morte sempre nos morda o calcanhar, ela própria já foi golpeada por uma ferida incurável. Jesus entrou nas entranhas da morte, arrancou o aguilhão da morte, matou a morte e ressuscitou gloriosamente, inaugurando a imortalidade.

 A morte para o cristão não é mais um terror, mas é descansar das fadigas. Morrer para o cristão é deixar o corpo e habitar com o Senhor. 

É deixar uma tenda rota e mudar-se para a Casa do Pai. É partir para estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor. Agora, o nosso último endereço não é um túmulo gelado, mas as mansões celestiais. 

A morte não pode nos condenar, mas ela mesma está condenada e será lançada no lago de fogo. O salmista diz: “Do nascimento do sol até ao ocaso, louvado seja o nome do Senhor” (Sl 113.3). Tomando emprestado as palavras do poeta inspirado, podemos erguer nossa voz e dizer: “Do nascimento à morte, louvado seja o nome do Senhor”. Isso, porque há tempo de nascer e tempo de morrer!

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